domingo, 11 de março de 2012

COMO ESTRELAS NA TERRA


Uma lousa de sala de aula preenchida por números e letras misturados e, na frente dela, professoras típicas anunciando as notas de seus alunos. Aqueles que tiveram bom desempenho ganham um sorriso de satisfação, e aquele que sempre vai mal recebe uma expressão de decepção.

Assim inicia-se o filme que nos mostra, através da história de um menino com dislexia, o sofrimento pelo qual uma criança em idade escolar pode passar, cercada de pessoas incapazes de entender o que se passa com um outro, especialmente quando este é uma criança.  

"Como Estrelas na Terra” é dirigido pelo, até então, ator e produtor Aamir Khan, que impressiona pela qualidade, criticidade e sensibilidade do filme, no qual atua como o professor substituto Ram Shankar Nikumb. Embora a história seja focada em uma criança em especial, o filme mostra as negligências, falta de cuidado e de atenção com a maioria das crianças. Em especial, mostra o real papel do educador para a formação de um novo ser. 
       
Diferente da maior parte do cinema indiano, as músicas neste filme não são apenas para promoção do mesmo, mas uma parte importante da construção deste, sendo inseridas na historia quase como nos dizendo o que as situações representam, sem as cenas de dança típicas do cinema bollywoodiano - nome dado à indústria de cinema hindi, a maior indústria de cinema indiana, em termos de lucros e popularidade, cujo nome se deve à fusão de Bombaim (antigo nome de Mumbai, onde se localiza a indústria) e Hollywood (indústria cinematográfica americana).

 Sendo diferente de todas as outras pessoas, o menino Ishaan – protagonista do filme - sempre arranja confusão, mas por não estar dentro do mundo deles, consegue enxergar coisas que os outros deixam passar despercebidas. 

  A primeira música do filme nos mostra exatamente isso, ao criticar o ritmo de vida pré-moldado e frenético da família de Ishaan - que enfrenta diariamente uma “luta maluca para chegar a um destino”. Em oposição a isso, as crianças “não são escravas do tempo, são livres, tem reuniões com as borboletas e debates com as árvores.” 

Mas não é isso o que a sociedade espera delas, como vemos com a mãe do menino, que, mecanicamente, assume o papel de tirá-lo desse estado, procurando adaptá-lo para a vida no mundo dito real, o do trabalho, com horários marcados.     
   
Na escola, vemos a religião impondo regras e organização utópicas, sem levar em consideração as crianças, que não escutam, muito menos entendem, o que lhes dizem. No mesmo cenário, surge a professora enérgica que grita, impaciente, com os alunos que ela não enxerga.          

Ao ser ordenado a ler um texto, Ishaan responde que “As letras estão dançando”, e a professora acha que o aluno zomba dela. Tendo sua dificuldade ignorada, o garoto fica nervoso (como era de se esperar) e utiliza-se de ‘mal-comportamento’ para sair da situação. Não importa muito aqui o motivo pelo qual os professores fazem isso, mas sim o que acabam fazendo às crianças, que sempre pagam pela ignorância dos outros.          
 

Todos os outros alunos zombam de Ishaan, acabando por humilhá-lo, e, triste, o menino foge da escola à procura de liberdade, o que não encontraria naquele lugar. A música que se segue explicita o pensamento do menino: “Existem outros como eu? Não estou sozinho sonhando acordado, de olhos abertos?”
 

Para os pais, Ishaan é preguiçoso, desatento. O pai é agressivo, não percebe que ele é apenas uma criança e o quanto pode ser assustador para ele. Ambos os pais deveriam apoiar o menino, mas ficam nervosos, xingam, batem – não conseguem ver com os olhos do filho, apenas através dos seus.

Logo, Ishaan deverá mudar-se de escola, pois suas professoras dizem que ele não progride, erra de propósito e não se interessa pelas aulas. Mas a culpa é dele ou as aulas eram desinteressantes? Quem deveria fazê-lo se interessar e ajudá-lo a progredir? 

Frente ao “fracasso” do filho, os pais só conseguem pensar em si mesmos: o pai sente-se insultado por ter um filho chamado de retardado e a mãe, por sua vez, sente-se culpada, questionando-se sobre onde teria errado. Nenhum dos dois pensa em como o menino está se sentindo e o punem (colocando realmente a culpa pelo fracasso em Ishaan), mandando-o a um colégio interno, com o qual o menino tem pesadelos e implora para não ir. Ainda assim, ele não tem chances, pois está sozinho – sem alguém que possa entendê-lo.
 

As cenas em que Ishaan é deixado no colégio interno, ao som da música ‘Maa’, que significa mãe – uma das mais belas do filme –, mostram a dor e desencantamento do menino, ao se ver abandonado. “Sou tão ruim assim, mãe?”, ouvimos na canção que mostra os sentimentos de culpa e sofrimento pelos quais toda criança passa ao ser castigada por aqueles que mais ama.         

Toda criança passa por isso, ao apanhar dos pais – ou mesmo brigar com eles – e logo em seguida ser impulsionado a chorar no colo deles, afinal de contas não há a quem mais recorrer (são como o Deus que ama, e por isso pune, mas não deixa de merecer o amor do filho). 

O filme também destrói a crença de que a mãe sabe o que é melhor para o filho, mostrando que apenas o sentimento que se tem por este não é suficiente. Para criar uma criança do melhor modo é preciso ter conhecimento sobre o mundo, saber entender o outro e poder ajudar quando preciso, sabendo identificar necessidades e enxergar oportunidades.        
 

No colégio interno, a regra é disciplina. As crianças se adaptam ao sistema e apenas reproduzem o que lhes é dito, assim agradando aos ‘mestres’. “Lembre-se do que ele diz e imite-o”, sugere um colega de Ishaan, demonstrando o método com o qual é possível sobreviver ali (cenário idêntico às escolas tradicionais daqui – Brasil).       
 

 Ao longo dos dias, Ishaan ouve de todos ao seu redor (pai, mãe, professores, etc) a mesma opinião, de que é preguiçoso, desatento, incompetente... Ninguém busca compreender os motivos de seu comportamento, mas todos o julgam.       
 

“Por que você não consegue?”, berram os professores na música que se segue, onde vemos o desespero de Ishaan, que não consegue se adaptar ao sistema insano de obediência e repetição. Impossível não lembrar de “Another Brick In The Wall”, pelo tom agressivo com que as críticas à educação são feitas, com a diferença que, no filme em questão, os professores são quem têm a palavra, demonstrando toda a sua prepotência e arrogância frente ao papel de professores.
 

Longe da família e ridicularizado no novo ambiente, Ishaan torna-se apático, vazio. A vivacidade, alegria e curiosidade que o levavam a produzir ricos desenhos e pinturas, agora são substituídos pela tristeza do abandono, pela decepção, em especial com a atitude da mãe, pela repressão e autoritarismo que agora lhe são contínuos, sem ter para onde fugir.  

Anestesiado, o menino parece entrar em um ciclo autodestrutivo – não estando descartadas as possibilidades de suicídio ou abandono social – e não se dá conta de que poderia obter ajuda do novo professor que se apresentava de modo diferente, dizendo aos alunos que a partir de então, em sua aula, estavam livres.         

Este professor, Ram Shankar Nikumb, vindo de uma escola de crianças especiais, tem uma outra visão do ensino, que olha para o aluno e atende às suas necessidades, bem como abre novos caminhos. Os outros professores dizem-lhe, por sua vez, que seus métodos não funcionariam ali, onde as crianças eram preparadas para a “batalha da vida”.         
 

“Crianças têm de competir, fazer sucesso, vencer”, diz um dos professores, que deveria ser um profissional apto a lidar com as diferenças e mostrar que as coisas mais importantes não consegue-se passando por cima de ninguém, mas se obtém da própria vida. Mas ainda são poucos os professores que realmente sabem o valor e importância de sua profissão. 

Assume-se simplesmente o papel de adaptar as crianças ao mundo competitivo e alienante do trabalho – e achando que com isso estão contribuindo suficientemente para a formação dessas pessoas.   
 

Ram, diferente dos outros, olha para Ishaan e vê o que ninguém percebia, que “seus olhos berram por socorro”, e seu papel é ajudar o menino. Mas não é precipitado, antes busca analisar os cadernos, conversar com o único amigo de Ishaan e, inevitavelmente, procurar a família – essencialmente, busca entender quem é aquela criança.  

Ao som da música que dá título ao filme, vemos o professor Ram Nikumbh em contato com as crianças especiais e, em seguida, indo conversar com os pais de Ishaan. Antes de mostrar o papel do educador, o filme ensina, mais do que isso, o significado e as implicações de se ter um filho. O professor interpela os pais de Ishaan sobre as dificuldades do garoto, que para eles são apenas erros e indisciplina, e tenta mostrar-lhes que Ishaan não faz nada daquilo por ser preguiçoso ou burro, mas por ter dificuldade em entender as palavras e seus significados. O mal comportamento de Ishaan, explica aos pais, vem da dificuldade de admitir suas incapacidades: é mais fácil dizer “não quero”, ao invés de admitir que não consegue.          
 

O professor, então, depara-se com a dura realidade de que os pais não se importam que o filho esteja bem, mas que seja bem-sucedido perante os outros. “Como ele vai competir? Terei de alimentá-lo a vida toda?” questiona o pai, mostrando sua real preocupação com a própria imagem e desejo, desconsiderando as dificuldades, bem como o bem-estar do filho. “Nessa corrida desesperada, alimentam cavalos de corrida, não crianças”, indigna-se Ram, completando que forçar crianças a carregar o fardo das ambições de seus pais é pior do que trabalho infantil.       
 

Então que, compreendendo o ambiente onde viveu Ishaan e percebendo características de dislexia nos materiais e comportamento do aluno, o professor parte para sua missão de resgatar o garoto para a vida, despertando-lhe o interesse pelo estudo e mostrando-lhe que ele não está sozinho.           
 

Após Ishaan estar alcançando progressos em relação aos estudos, graças à compreensão do professor, o pai do menino vai ao colégio dizer a Ram que andaram pesquisando sobre dislexia, para que ele não ache que sua família não se importa com Ishaan. Neste momento marcante, o professor diz o que é importar-se e como isso é essencial para uma criança. Dar suporte, apoiar, encorajar, oferecer ajuda e carinho são coisas indispensáveis. 

É isso o que uma criança precisa dos pais, mas, na grande maioria das vezes, estes são muito mais eficazes em desencorajá-las e lhes fazer achar que são ruins, que são o problema. Isto foi o que fizeram também os pais de Ishaan – apontado por Ram. “Que bom que vocês acham que se importam”, conclui o professor, demonstrando que não concorda com o modo como os pais agiram com Ishaan, fazendo o pai perceber o quão responsável pelo sofrimento do filho ele era. 

É importante deixar claro que não é o diagnóstico de dislexia que desperta Ishaan, mas a grande oportunidade do garoto surge da compreensão, identificação e ajuda que lhe oferece o educador. Partindo do olhar da criança, e entendendo seu mundo, fica fácil abrir portas para a aprendizagem, utilizando métodos e recursos apropriados e interessantes. Ram teve a capacidade de colocar-se no lugar de seu aluno e, partindo de seu mundo, apresentá-lo aos conhecimentos que o menino tanto ansiava por construir, mas não tinha oportunidade ou auxílio.      
 

Aí vemos a diferença de um professor – educador – que se compromete com o aluno, não com os conteúdos. Em contato com outros professores, iguais aos tantos outros das escolas que frequentou, ou outros profissionais que poderiam lhe sugerir que tomasse remédios que apenas o adaptariam e entorpeceriam, o diagnóstico de dislexia pouco favoreceria Ishaan. 

Fracassada é a forma de ensinar que vemos incansavelmente no inicio do filme e por diversas vezes em nossas vidas, com a separação dos conhecimentos, descontextualização dos conteúdos com a vida das crianças e a obediência em oposição à reflexão e criticidade. A diferença está no modo como as dificuldades são observadas e trabalhadas, respeitando-se o ser humano por trás dos rótulos, observando suas potencialidades e dando importância ao que realmente fará a diferença na vida dessas crianças: o conhecimento.    

Diga-se de passagem que erros ou trocas grafêmicas (troca de letras semelhantes) e espelhamentos de letras são naturais quando as crianças entram no processo de alfabetização, e não indicam necessariamente que a criança seja disléxica.      
 

Ao final do filme, vemos os professores e pais de Ishaan reconhecendo suas limitações, se humanizando e percebendo os outros – cena difícil de ser vista na vida real. Temos realmente um final feliz – que não cabe aqui exprimir em palavras. Mas junto com os créditos, vemos que o final feliz é apenas na ficção, talvez apenas para algumas poucas crianças da vida real, pois surgem na tela imagens de crianças reais, malcuidadas, maltratadas, exploradas, que, ainda assim, sorriem e não deixam de ser crianças, ávidas por conhecimentos. 
 

O filme como um todo nos apresenta uma ficção que não tem nada de irreal – é a história da vida de incontáveis crianças e adultos. Quiséramos nós que tudo isso fosse apenas mais uma história de ficção


 "No mundo, há essas pequenas pedras preciosas, que desafiaram os caminhos do mundo, pois podiam olhá-lo com olhos diferentes. Seu pensamento era distinto e nem todos os entendiam. Eles enfrentaram oposição e, ainda assim, venceram, e o mundo ficou maravilhado."

28 comentários:

  1. Fica praticamente impossível ler este texto e não querer assistir o filme, os detalhes em especial (trilha sonora), mostra toda atenção do autor em querer expressar o verdadeiro significado do filme. Meus parabéns!

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  2. O filme é lindo demais! Me emocionei muito. Parabéns pela sua avaliação, foi perfeita!

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  3. Eu passei o filme para meus alunos do 7° e 9°ano de uma Escola Municipal na Ilha do Governador-RJ e eles gostaram muito do filme. Tenho alguns alunos que tem dislexia e este filme foi muito proveitoso. Filmaço, todo professor, todo aluno e todo pai deveriam ver este filme.

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  4. Muito legal este blog ! O filme recomendo tbm, ainda hoje muitos educadores não conseguem perceber as dificuldades de aprendizagem em sala de aula (:

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  5. filme lindo eu tbm tenho um filho especial, com esse filme eu aprendi lidar melhor com a situaçao!!obrigado e parabems

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  6. Este filme serve de luz para nos futuros professores,estou cursando pedagogia e espero ter essa visão como teve esse anjo na vida do Isaac. parabéns pelo filme lindo !!!

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  7. Eu assistir ao filme para um trabalho da universidade, e fiquei emocionada. Chorei, ri. O filme é realmente FANTASTICO...

    Recomendado a professores principalmente...

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  8. Meu nome é Dislaine é muito lindo este filme muito construtivo, ensina a pessoa se comporta com as crianças todas as crianças são brilhantes :)

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  9. Perfeito o texto! Não tem como ler tudo isso e deixar de assistir o filme!
    Parabéns!

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  10. Acabei de assistir o filme. É uma lástima não estar à venda. Disponível no Youtube: http://youtu.be/fiftCor2cXM

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  11. Assisti o filme e realmente é emocionante. Me pergunto quantas crianças são vítima de pais materialistas e professores despreparados e que sofrem com rotulos não merecidos. Vitimas da incompetência dos que se dizem profissionais. Muito bom!!

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  12. Olá
    Assisti esse filme por indicação de minha sobrinha, Pedagoga em POA e que trabalha numa escola Montessoriana.
    O filme realmente é muito bom, aborda questões sempre muito discutidas em muitos cursos de licenciatura como a escola que não vê o aluno e sim o que ele pode produzir.
    Recomendo à todos os pais e professores.
    Parabéns pela sua explanação e avaliação, assim como ao Blog que é muito interessante.
    Voltarei outras vezes.
    Um abraço

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  13. Esse filme é muito lindoooo, chorei como uma criança, rsrsrs.....Recomendo a todos, não somente aos educadores, mas a todos os seres humanos pois esse filme nos dá uma liçaõ de vida....

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  14. Maria Nilda dos Santos Souza10 de março de 2013 06:10

    Como diz Albert Einstein: "A tarefa essencial do professor é despertar a ALEGRIA de trabalhar e de conhecer."Fazendo um paralelo ao filme “como estrelas na terra” é preocupante em situação em que professor em aplicar sua receita anti didática e anti pedagógica desumano em tornar o seu aluno fracassado, incapaz, triste, tímido, com medo de expressar seus sentimentos e idéias. São traumas que vão carregar ao longo da vida! Ele só deseja um pouco de atenção, de alguém que o enxergue do seu jeito, que respeite o seu ritmo, sua individualidade, alguém que o incentive com palavras positivas, que acredite no seu potencial...
    Esse é filme lindo que nos emociona muito retrata justamente tudo isso que já comentei. Além disso, o quanto o papel do professor é decisivo na vida do seu aluno... Recomendo que todos profissionais da Educação tenham a oportunidade de assistir, é uma grande lição para todos nós educadores. Filme que nos leva a questionar os nossos procedimentos e posturas no que refere-se como deve ser o aprendizado.acerca disso, faço uso das sábias palavras do grande mestre da educação Paulo Freire que diz que: Ação reflexão ação é o movimento entre o pensar para fazer e pensar sobre o fazer.


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  15. Este filme é tudo de bom! Adorei, me emocionei...

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  16. É o filme mais lindo que já assiti em toda minha vida!!!!

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  17. Parabéns pela crítica do filme. Ficou excelente.
    Para mim, esse é o melhor filme do mundo!

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  18. gostei muito do filme me emocionei no final do filme quando o Islaan ganhou do desenho mais incrivel do que do o professor .Quero parabilizar todos vcs pelo seus trabalho desse filme incrivel adorei vou sempre ver mais vezes esse filme

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  19. PARABÉNS PELA CAPACIDADE DE TOCAR CADA UM DE NÓS PROFESSORES. SENSIBILIZAR AS NOSSAS ATITUDES, FAZER CRESCERMOS EM NOSSO DISCERNIMENTO PARA COM ESSE TIPO DE ALUNO. VALEU MUITO.

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  20. Ter tido oportunidade de assistir o filme foi extremamente gratificante para mim, como futura pedagoga foi possível compreender etapas do desenvolvimento humano e suas relações com a aprendizagem.Me emocionei do início ao fim do filme, fico triste de saber que milhares de crianças passam por todas as frustrações que o menino Ishaan passou.VALEU !!!! Nós podemos fazer a diferença

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  21. Simplismente ameeei sem palavras!!!! O melhor que ja assistir em toda minha vida... queria que tivesse um blog com as frases do filme, porque são lindas... alguem sabe me dizer se tem livros? Quero comprar... e devia ter cd da trilha sonora!!! É demais.... ameeeeei

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  22. Simplismente ameeei sem palavras!!!! O melhor que ja assistir em toda minha vida... queria que tivesse um blog com as frases do filme, porque são lindas... alguem sabe me dizer se tem livros? Quero comprar... e devia ter cd da trilha sonora!!! É demais.... ameeeeei

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    1. Desculpe me corrigi-la, mas o correto seria SIMPLESMENTE.

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  23. Tenho uma duvida sobre a dislexia. a criança que é diagnosticada com dislexia conviverá com esse distúrbio para o resto da vida,ou quando chega na fase adulta ela some?

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  24. alguém sabe me dizer por que ele diz que as letras estão dançando

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    1. Olá. Bem, sou caloura de psicologia, mas de acordo com meu pouco conhecimento, é mais ou menos assim que uma pessoa disléxica enxerga as letras, como se elas tivessem se mexendo. Um exemplo disso é o início do primeiro filme da série Percy Jackson, em que a professora pede que ele leia algo que está no quadro e ele enxerga as letras em movimento e logo em seguida todas ficam em ordem aleatória na frase. Espero ter respondido tua pergunta de forma clara! KKKK

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  25. Ola nao intendo muito sobre deslexia mais posso disser que no comesso voce sempre vai achar que é preguisa da criança sim um pouco é tenho um único irmão com ishaan, no comesso não imtendia muito bem pq sempre resposta errada depois de um tempo descobrimos as deslexia , o alivio é maior ainda ao saber que ela não é essatamente um doença ela com ajudas das pessoas próximas fazem com que hoje ele teja ajuda ele tem 11 anos sabe muito pouco ainda mais acho que com minha ajuda e dos meus pais ele saberá tudo oq for precisso para viver no mundo , ele é como as outra criança mais com dificuldade de aprender, tenho 17 anos mais acho que posso mudar o futuro

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  26. Esse filme é maravilhoso Parabéns!Sou professora de artes e pedagoga, esse filme nos faz refletir melhor, podendo encontrar meios e soluções com essa e as demais deficiências.

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